enquanto o espetáculo não vem

quando penso em Teatro Deodoro, penso também em Praça Deodoro, em luzes, infância e nostalgia. todas as vezes que estou por lá parece que vivo em outro tempo. quando os meus pés atravessam a grande porta, eu me desligo da vida que deixei lá fora. eu releio as placas da parede como se fosse a primeira vez, eu registro tudo como se fosse a primeira vez. 

 




essas palavras quase vinham para cá em dezembro, mas acho que hoje faz mais sentido publicá-las. não tenho um texto pronto sobre o dia 8 de janeiro, dia nacional da fotografia, mas tenho essa certeza de que eu amo relacionar as minhas lembranças com a imagem — não importa em qual formato ela esteja. além disso, deixo aqui o meu abraço para vocês e o desejo de muita paz e saúde para o ano que nasceu.

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laryssa andrade